RECOMENDO

A má notícia é que, a julgar pelo meu entusiasmo nos últimos dias, morri.
Gabito Nunes
Eu chorei minha infinidade de coisas e o medo de você não querer abrir os mais de um milhão de baús que existem escondidos na caixa cerrada que eu guardo embaixo do meu peito.
Tati Bernardi
Quantas pessoas te conhecem de verdade? Pra quem você se abre? De quem você não tem medo? Que pessoa você tem certeza que quer o seu bem? Quem realmente não sente desconforto ao ver sua felicidade? Quem não ficou magoado por bobagem? Quem sabe reconhecer quando erra? Quem nunca te deixou na mão? Quem assume quando pisa na bola e pede desculpa? Com quem você discute, mas depois fica tudo bem? Quem entende o seu jeito? Quem aceita seus defeitos? Quem não fala mal de você para os outros amigos? Quem ajudaria você a pagar sua conta de luz, caso fosse necessário? Quem vibra com seu sucesso profissional? Quem deseja realmente toda felicidade do mundo no seu relacionamento? Quem? Por favor, me diga quantos, quantas. Quem valoriza o que você faz? Quem é grato pelo que você fez? A ingratidão em qualquer relação é coisa muito feia, principalmente em amizade. É bom a gente pensar de vez em quando sobre isso. Analisar as relações, as pessoas, rever as amizades. Agora você me responde ah, mas eu ligaria para a Camila às 4 da manhã se estivesse em apuros e tenho certeza que ela sairia de casa e me ajudaria. Eu não estou falando disso. Falo de algo mais profundo, que conecta as pessoas, que une e não separa por nenhuma força. Falo de um sentimento genuíno, de amor, de gratidão, de respeito, de carinho, de amizade. Muita gente fala que fulano é amigo, mas não sabe o significado disso. Ser amigo é chorar o teu choro e rir, com o coração, o teu riso. E isso é coisa rara hoje em dia.
Clarissa Corrêa.   
Te espero para ver se você vem,
não te troco nessa vida por ninguém.
Porque eu te amo,
eu te quero bem.
Tim Maia.   
Então eu mandei os meus sinais desesperados logo de cara, tudo para não precisar te dizer. Eu ensaiei fazer trezentos e oitenta polichinelos para você perceber o quanto eu sou medrosa e louca. Eu não quero admitir, ninguém nunca viu assim tão limpa, eu nunca me senti assim tão de alguém. Eu confesso, você venceu. Venceu! Estou completamente a-p-a-i-x-o-n-a-d-a por você.
You need to go back, Isaac.  
É mais um domingo infeliz sem você, mais um dia que não alcanço mais aonde vão meus sonhos. Não importa se meus passos são pra trás, contanto que o comprimento das minhas pernas siga distanciando minha saudade do chão.
Gabito Nunes.  
E me dá um vontade de ligar pra todos eles e dizer: É sério cara? E você achou mesmo que ia sofrer por você? Ai, ai, coitado.
Ciceero M. 
Uni o que tu acha dessa tal cura gay?

Anonymous susurrou:

effingos:

Eu? Eu acho que se a cura gay for pelo SUS o povo vai morrer tudo viado.

Quando terminei de tomar banho, prestei um pouco de atenção em meu reflexo no espelho. Sem perceber, acabei sorrindo. E, meu Deus, eu amei aquele sorriso. Amei a curva que fazia em meu rosto, no espelho embaçado pelo vapor da água quente. Também adorei a forma como aquilo acendia em meu rosto, me deixando por alguns instantes, feliz. Quando comecei a secar meu corpo, meus dedos! Eu nunca havia prestado tanta atenção assim, eram levemente tortos, não eram muito parecidos uns com os outros, mas era lindos; o tamanho, as unhas ruidas, tudo. Seguindo pelo meu braço, tão brancos quanto o vapor, nada muito especial por lá, mas eram tão lindos. Segui para meu tórax. E outra vez, nada muito chamativo. Mas eu amei minhas clavículas que saltavam quando eu movia os ombros para frente. E mais pra baixo, o formato do meu umbigo. Eu nunca havia percebido, para era algo tão único, tão meu, impossível não amar. Desci pelas minhas pernas, não eram perfeitas. Na verdade, eram sim, eram minhas, eram lindas, eram perfeitas. Cheguei nos meus pés. Sempre achei que fossem grandes demais, mas não eram. Eu não parecia um pato com eles, eles eram lindos na verdade. Não chamavam atenção, eram simplesmente meus, simplesmente exatamente da forma que eu queria que fossem. Eu não mudaria nada ali, mesmo que eu pudesse. Eu não mudaria meu nariz, nem meus olhos, menos ainda meus cabelos. Eu não tinha problema com minhas orelhas mais, não buscava sempre tapa-las. E minha testa não era assim tão demasiadamente grande. Meu corpo era lindo. Se eu pudesse escolher cada detalhe, deixaria cada marquinha de sol exatamente onde estavam. Era eu ali. Era meu corpo, minha vida estava ali, diante do espelho. E sinceramente, nunca me senti tão sortudo por ser eu. Toda a nudez não ocultava nenhum dos defeitos, que aliás, quem disse que são defeitos? Se forem, são perfeitos pra mim. E conforme as gotas de água escorriam por mim, me sentia mais leve. A sujeira que eu carregava na alma, parecia descer lentamente por aquelas gotículas. E conforme eu me olhava, eu me amava mais. Amei tudo aquilo que sempre quis mudar em mim, e me abracei com força. Meu corpo não tinha mudado, mas eu sim. Eu me amei. A partir daquele momento, eu ainda era a mesma pessoa, com os meus defeitos, mas eu me amava. De verdade, sem precisar esconder meus detalhes de ninguém. Tanto tempo para finalmente perceber… como eu nunca notei isso? Eu sou perfeito exatamente da forma que sou. Eu sou meus defeitos, cicatrizes e falhas. Memórias, amores e lágrimas. Exageros, timidez e preguiça. Eu finalmente era eu.
A culpa é mesmo das estrelas?
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